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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Em busca de Um Novo Amanhã - História e Análise

       Quando eu terminei de ler "Se houver o Amanhã", fiquei DOIDO para ter a sua continuação. E há pouco tempo (antes mesmo de eu ler Mentes Criminosas), meu desejo foi realizado. Sempre gostei da Tracy Whitney, que é a protagonista, e a considero uma das personagens mais marcantes dos livros.
       Nas últimas páginas do primeiro livro (SPOILER), Tracy decide largar a sua vida de crimes e vai se casar com o Jeff Stevens, sabe aonde? No Brasil (eeeee!!!). MAS no avião ela encontra Maximiliam Pierpoint, um alvo que ia ser roubado por ela em um barco na metade no livro, mas o plano teve um imprevisto e nada ocorreu (sem ele saber de nada, é claro). Então o livro acaba.
       Então eu fiquei imaginando, "Provavelmente no segundo livro Tracy vai continuar roubando e o Maximiliam será o primeiro. E assim vai ter uma nova série de roubos imagináveis."
       Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o que eu li na continuação.
       O prólogo do segundo livro começa com o Jeff esperando ansiosamente por Tracy na igreja para se casarem. Ela está atrasada, fazendo com que o noivo fique pensando se o Max havia a capturado após o golpe (NOTA: o livro não mostrou como foi o golpe ainda). Mas no final ela chega e se casam. Começo feliz.
       O capítulo 1 é a continuação direta do final do primeiro livro, Tracy encontra o Max no avião e logo elabora um plano para rouba-lo, fingindo ser uma condensa rica e ignorante. Pierpoint morde a isca e se dá mal no final, tendo um prejuízo de 6.000.000 de reais. Depois do golpe, Tracy promete a si mesma nunca mais roubar. Não cumpriu, é claro.
       Jeff arruma um emprego sobre artefatos históricos, que era o seu sonho. Enquanto Tracy luta contra a saudade dos crimes, ela tenta engravidar, mas não consegue. E assim começa o desmoronamento do casamento.
       Tracy conseguiu ficar grávida, mas acha que deve dar mais um presente especial por Jeff a ter ajudado em seus momentos de crise. Tracy rouba um artefato que Jeff constantemente comenta sobre, entregando a ele como um presente. Mas ele fica muito chateado por ela roubar algo histórico, fazendo o casamento desmoronar mais.
      Jeff então recebe um CD de sua estagiária chamada Rebecca. Quando descobre que contém uma "prova" da traição de Tracy com o seu psiquiatra, ele decide "vingar" traindo com a sua estagiária. Tracy o pega no flagra e o abandona de vez. Após o ocorrido, Jeff descobre a "prova" era falsa e que Rebecca foi contratada por uma vítima dos golpes do casal.
      Uma coisa que me decepcionou muito foi que o livro meio que perdeu a magia que ele tinha: os roubos. O primeiro livro conseguiu manter dois temas incríveis e tensos: a prisão e os roubos incríveis. Mas o segundo só teve praticamente 2 roubos completamente simples e fracos, que nem chegam aos pés dos golpes do 1° livro. Tentaram mudar um pouco o rumo do livro, de roubo para investigação de assassinatos, pois adicionaram mais um personagem, um investigador do FBI, mas não teve tanto impacto. Não achei o personagem carismático e não gostava das suas "partes" do livro. Tracy prometeu parar de roubar. Tudo bem, quebrou a promessa 2 vezes, mas depois ela parou MESMO. Poderiam adicionar a investigação, mas não deveriam ter tirado os roubos. Alguns livros tiveram mudanças, como o oitavo livro do Harry Potter. A trama sempre aconteceu na escola de Hogwarts, mas no oitavo mudaram para a vida de fugitivo, o que ficou bem legal, pois conservaram a magia do mundo de Harry Potter, como as magias e os seres mágicos e ficou com aquele clima tenso de "Será que devemos confiar nesse sujeito?"
       Obrigado por lerem. Continuarei no próximo post. Tchau.


domingo, 26 de novembro de 2017

Mentes Criminosas - Análise de Personagens e História

       E aí pessoal, tudo bem? O livro a ser analisado hoje será o Mentes Criminosas, de Sérgio Pereira Couto. É um livro sobre suspense e investigação (como deu para perceber no título) e se passa em Little Rock, a maior cidade do estado norte-americano do Arkansas. Obrigado Wikipédia!
       Após a morte de um famoso cantor de blues, Tony Drashko e sua parceira Jen (foi mal, esqueci o nome completo dela, depois explico por quê) são chamados para resolver o crime. No começo, o caso já começa difícil: o assassino parece um perfeccionista; limpou quase tudo MAS, ele deixou um rastro de sangue, deixando brechas e mais brechas para encontrar o assassino.
       Tony, brasileiro, , representando!, e é para mim, um cara muito pouco carismático. Perdeu seus pais quando eles foram assaltados, não gosta de psicólogos e tem problemas em trabalhar com novos parceiros. Foi designado para o caso como um teste para entrar no CSA (CSI, eu sei que você pensou nessa palavra e sim, o autor também fala disso). Desde novo ele sempre gostou de coisas cujo assunto era investigação e sim, ele assistiu o seriado CSI. E MEU DEUS, como (e como!) esse livro fala dessa série. Se você nunca assistiu (como eu) nem precisa ver. Só de ler esse livro você já é um expert.
       Mas lembra que eu falei que ele tinha uma parceira? Jennifer Perez é uma das personagens do livro mais carismáticas (bem, nesse livro só há praticamente 2 carismáticos). Ela é mais experiente no trabalho do que o Tony e teve um passado parecido como o dele. Eles já haviam se conhecido antes do caso; Tony já havia presenciado uma palestra dela (não tenho que dizer que era sobre investigação, né?) e logo já a aceitou como parceira. No livro diz que a considera inteligente e bonita, então eu já pensei: "Pronto, vai rolar um love ter uma fusão entre romance e investigação". Mas por mais impressionante que seja, não teve. Pelo menos ainda, pois não terminei o livro.
       Lembra que eu brinquei dizendo que eu não lembrava do nome dela? A causa disso é que, como eu já disse, ela é uma das poucas personagens carismáticas do livro, mas o problema (CUIDADO, PROBABILIDADE DE SPOILER) é que depois da página 120 acontece um problema envolvendo um assassinato com a sua arma. Não, não foi ela que assassinou (penso e) mas ela poderia ser acusada de facilitá-lo, fazendo seu superior suspendê-la de seu trabalho. Não terminei o livro, mas se houver alguma mudança, eu publicarei outro post sobre o livro. Ela é substituída pelo seu ex-marido, Herbert Greenie, que não considero 100% carismático, mas o seu modo de resolver os problemas e seus diálogos são no mínimo engraçados.
       Uma coisa muuuito estranha que acontece muuuito frequentemente é o seguinte: toda vez que acontece algo que envolve conhecimento de investigações profissionais como análise de sangue, de cabelo ou até mesmo de uma bala, um personagem explica isso muito bem detalhado. Isso é legal, porque sou fã de investigação e é algo útil de se aprender, mas o estranho é que não é numa narração que isso acontece, tipo aquele momento em que se descreve o ambiente e tal, mas sim no diálogo, o que muda bastante a gravidade (pelo menos para mim). Não é como tipo:
       "A bala vindo do rifle saiu silenciosamente, percorrendo 23km em menos de 2 segundos, causando um enorme estrago na vítima." Acontece às vezes sim, mas não é a maioridade.
       O autor escreve assim: é como se um sargento olhasse para uma arma e dissesse para seu cadete: "Quem imaginaria que isso seria tão mortal 300 anos atrás, ein?" Aí o cadete responde: "É verdade, mesmo com 9mm ela pode disparar 15 tiros em 7 segundos, fazendo uma rotação de 486km e indo no máximo 17 metros. Com o seu pente de 17 balas e 3cm cada um, essa arma consegue perfurar até 3 metros de profundidade. Agora imagine antigamente em que até em 1923 essa arma..." Entendeu? É como se eles fossem dar uma aula a cada 14 páginas, deixando esse livro com mais cara de "Aprenda a Arte da Investigação" do que um livro de suspense.
       Obrigado se você leu até aqui, e se até no final do livro mudar alguma coisa que eu falei aqui, publicarei outro post, como eu falei anteriormente. Tchau!


sábado, 18 de novembro de 2017

Se houver o Amanhã - Parte 2 / Final

       Há muito tempo atrás, eu fiz um post sobre o livro Se houver Amanhã, de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe. Vamos ser sinceros, quem leu aquele post sabe que não foi um "OHH, que análise!!" (se você quiser ver o post que eu considero o meu melhor,clique aqui). Olhando para o meu antigo post, apenas pareceu uma sinopse. E como eu gosto MUITO desse livro, devo dar um post melhor dele.
       Não sei se vocês sabem, Se Houver Amanhã é o melhor livro que eu já li (só para deixar claro, não estou sendo patrocinado), porque: 1°, é escrito pelo Sidney Sheldon; e segundo, se trata sobre roubos ou coisas bem difíceis de se fazerem, como roubar joias dentro de um avião se infiltrando dentro de uma caixa. Acho que o Snake se inspirou nisso.
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       Tracy possuía um "noivo e profissão perfeitas", até que descobre que a sua mãe se suicidou (e calma, não dei spoiler), e assim começa a sua maré de azar:
       Tenta enfrentar Joe Romano, o "causador" do suicídio, mas é presa por atingi-lo com uma arma. Ele não morre, mas como possui um grande status na máfia e na cidade, ele "mexe seus pauzinhos" para fazê-la ficar presa por um crime que não cometeu: dizendo que ela roubou um quadro apenas para receber seguro. Ela é condenada, pois nem seu marido tentou ajudar para não manchar seu nome. 10 anos de prisão.
       Após ser solta, Tracy se torna meio robin-hoodiana: rouba dos ricos que fizeram maldade com alguém e, bem, não doa tudo para os pobres. Uma pergunta para aqueles que já leram o livro Anjo da Escuridão, também de Sidney: vocês se lembram da Lisa (eu acho esse é o nome dela)? Sendo uma cúmplice de um assassino em série, ela roubada os bens da vítima e doava tudo, mas TUDO mesmo para os orfanatos, por questões pessoais. Em questão de doar, Tracy não chega nem perto dela.
       Outro personagem interessante é o Jeff, também é um vigarista como a Tracy, possui um pensamento como o da Tracy e também já se divorciou. Não acho que ele sofreu tanto como a Tracy, apenas fugiu de casa muito novo (falo como se fosse algo fácil) por ter uma mãe pedófila, indo morar junto com seu tio, que administrava um circo que praticava golpes.
       Também tem o Daniel Cooper, um investigador muito, mas muito bom mesmo, que tenta capturar os dois. Mas ele é muito mas muito louco e muito obcecado pela Tracy. Simplesmente não sei o ele tem. Tudo bem, o livro descreve a Tracy como a própria beleza mas, COMO ELE PODE SER TÃO LOUCO ASSIM?!!!
       Sim, o livro tem aquele clichê em que tudo dá certo, menos no começo, pois possui os capítulos "O que fazer para piorar a vida da Tracy?"; os roubos normalmente correm bem, mas o suspense que o Sidney Sheldon coloca no livro é surpreendente.

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