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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Barack Obama e A Origem dos Meus Sonhos

Introdução

O livro "A Origem dos Meus Sonhos" nos introduz a vida de Barack Obama, antes de ocupar um dos cargos mais poderosos do mundo. Escrito no tempo em que fazia faculdade, Barack nos dá alguns detalhes muito importantes: de um pequeno resumo de sua infância até o momento em que recebe uma vaga na universidade de Harvard.

Nós ganhamos a oportunidade de acompanhar o escritor em suas viagens, como por exemplo, a viagem para o Havaí e ao Quênia. Ao mesmo tempo conhecemos alguns dos seus pensamentos relacionados ao trabalho, suas origens, seu futuro, e se seria melhor que se seu pai, se teria sucesso, entre outros.

Obama recebe um telefonema de uma parente desconhecida, que diz que o seu pai biológico morreu. Assim joga-nos para os tempos em que as únicas formas de conhecimento sobre seu pai eram pelas histórias contadas pelos seu avôs. Histórias de heroísmo, como certa vez em que ele foi ofendido em um bar e em vez de bater no agressor, como todos em sua volta pensaram, simplesmente sentou-se ao lado dele e começou a discutir sobre a política e economia do país.

Depois, ainda criança, Obama viaja para o Havaí com a sua mãe, para morar com o seu novo pai. Muito tempo depois, ele recebe uma visita do seu pai biológico, que não foi bem recebido por ele e pelos seus avós, porque Barack não possuía muita intimidade com o seu pai, que este por si lhe dava ordens.

Voltando para o presente, ele começa a ter uma crise de desespero por ficar sem saber se seria melhor do que seu pai, entrando na fase de rebelião e nas drogas.

Então é despertado o prazer de entrar em um grupo comunitário (num discurso, em que ele iria falar por alguns segundos sobre a guerra contra o racismo em um palco num evento, e os seus amigos iriam expulsá-lo, tudo parte do plano, mas Obama ficou relutante em sair), e tentar encontrar o seu lugar. Ignorando a decepção de algumas pessoas, ele vai à Chicago por causa de uma oferta de emprego vindo de um grupo comunitário que possuía o objetivo de melhorar Altgeld, uma pobre cidade sem fundos suficientes para consertar uma escola.

Depois de terem conseguido algumas árduas conquistas, Barack decide visitar a sua família no Quênia, e lá ele consegue obter histórias de seu avô e de seu pai, descobrindo que seu pai não era o "homem perfeito", e aliviando um grande peso que carregava há muito tempo. Mesmo sabendo que estava no lugar mais perto de sua origem, ele decide voltar e ficar com os seus planos.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

De pai para filho

Filho,
Há um certo tempo gravei esta nota no meu celular, cuidando para ter coragem de escrevê-la no seu blog. Desculpe a falta de jeito e a intromissão.
Não sei se fui um bom pai, nem sei se um dia chegarei perto do razoável. De tudo que tentei lhe ensinar, talvez a maior parte foi besteira.
Desculpe este "projeto de velho", mas nesta hora, em que meu barulho (o de sempre) foi calado pelo meu próprio silêncio, achei oportuno transcrever essa nota, desabafá-lá. De qualquer modo e mais uma vez, desculpe se fui importuno. É que o meu senso de ser social, você sabe, sempre foi um pouco desajustado.
Queria escrever para você e, talvez, para todos os meninos e meninas da tua idade, um tanto corajosos, um tanto desajustados, um tanto confusos.
Não posso te falar sobre o futuro, porque eu não o conheço. Do meu passado guardo mais recordações de erros do que de acertos e o meu presente, eu apenas tento lidar com ele. Então, de tudo que lhe disser, lembre-se, não sou um sábio, não sou um filósofo, sou apenas o teu pai tentando ser teu pai.
Escrevi estas notas, num dia nublado, há um certo tempo, sentado à mesa de um bar vazio, olhando para o meu copo de cerveja, enquanto amaldiçoava a minha vida, por ser quem eu sou (parece até engraçado, mas para mim não foi). Então, sem caneta, sem papel, tentei digitar no meu telemóvel (você sabe que é assim que chamam o celular lá para as bandas da minha terra), estas dez "dicas" para uma vida talvez melhor do que a minha.
Talvez não tenha nexo, mas escrevi; talvez estivesse um pouco "fusco" com as golpadas de cerveja, mas pelo menos tenho agora a coragem de postá-las onde sempre quis (desculpa mais uma vez se te fizer passar vergonha. Você pode apagá-la se quiser. Eu ficarei triste, mas com o tempo talvez passe).

1. Não deixe ninguém dizer o que você tem que ser (nem eu!). O mundo está cheio de especialistas na vida dos outros (mas são todos mal-amados);
2. Cuidado! Às vezes serão tão sutis que você pode não notar que estão te levando para onde eles querem, mas você não;
3. Tenha opinião e não tenha medo do diferente. É mais covarde quem nunca tentou, do que quem o fez mas errou;
4. Quando alguém te aconselhar, veja o que de extraordinário ele fez. Seja educado, pondere o conselho, mas doi menos errar pela própria decisão do que pela decisão de outro. Ainda que doa muito, é a sua decisão, é a sua vida;
5. Não conviva só com as mesmas pessoas. Procure outras que possam te ensinar algo mais;
6. Tome cuidado quando alguém usar palavras como "sempre", "nunca", "todo mundo" e "nada". São palavras perigosas que não expressam fatos, e sim juízos de valores que levam ao absurdo.
7. Evite também usar essas palavras. Tente não dizer "todo mundo me odeia", "sempre sou culpado", "nada dá certo", etc. Simplesmente porque não são verdades: há em algum lugar alguém que te ama, você não pode ser culpado de tudo e há coisas que dão certo, a gente querendo ou não;
8. Cuidado com as pessoas que acham que estão sempre certas. Você as reconhecerá facilmente. Vivem culpando os outros do mesmo mal;
9. Errar é humano, mas persistir no mesmo erro é burrice;
10. Ninugém é feliz ou infeliz por sua causa. Felicidade é sentimento, não é fato;

Seja feliz, mas não espere a sua felicidade nos outros. Ela só estará num único lugar: em você mesmo.

domingo, 27 de novembro de 2016

A Mansão Hollow

       E aí pessoal, beleza? Bem-vindos a mais uma postagem. Hoje irei falar para vocês um livro chamado A Mansão Hollow, de Agatha Christie.
       Como na postagem anterior, citei a mesma escritora na sua obra Morte no Nilo. Em comparação a esses dois livros, eu gostei mais da A Mansão Hollow, pois eu achei a história mais original. Porque pensem comigo: uma moça que é morta porque roubou o marido de outra moça já é manjado, um clássico de novelas e romances. Mas o da Mansão não.
       A Mansão Hollow fala sobre um final de semana anual em que toda a família Hollow e seus amigos se reúnem. Como sempre, John e Gerda Christow; Midge; Edward; Henrietta; e por fim Lucy e Henry, os donos da mansão, foram se reunir. Mas dessa vez houve um novo convidado: David, o jovem que banca o intelectual.
       O médico de sucesso John anda traindo a sua esposa Gerda, uma mulher considerada lerda e tonta, para ficar com Henrietta, uma artista de molduras de madeira e mármore. Edward é apaixonado pela Henrietta, que no entanto é apaixonada loucamente por John. Midge é apaixonado por Edward, que no entanto é apaixonado pela Henrietta, que no entanto é... bom, acho que vocês entenderam. Lucy e Henry são casados e (não, não andam traindo ninguém e são leais um ao outro, mas sabem de todo esse ciclo aí) possuem dois possíveis herdeiros, Edward e David. Se Edward não se casar, a mansão irá ser passada para o David.
       Tá certo, no meio da reunião, TODOS (eu usei as cores das pessoas, e fique muito orgulhoso quando fiz isso) encontram o John sofrendo até a morte com um tiro de revólver no corpo, e adivinha que chega nesse EXATO MOMENTO? Sim, o Hercule Poirot, que ia desfrutar os seus pressupostos dias de feriado. Sério, quem leu a postagem anterior consegue saber o quão azarado que ele é. Ao encontrar o corpo meio morto, você acha que Poirot fez algo? Não, ele ficou com uma cara de bosta, pois ele achou que tudo isso era tipo um teatro para ele (nossa, ele se acha demais, ele mesmo diz isso no livro, falando "Je suis un peau snob". Tá bom, só um peau.).
       Mas no capítulo 11 , num trecho do livro, ele lentamente percebe que não era um teatro:
       "E, de repente, com um tremendo choque, com aquela sensação difusa como a de um filme fora de foco, Hercule Poirot percebeu que aquela encenação tinha um quê de realidade.
       Pois o que ele observava, se não era um morto, pelo menos era um homem agonizante."
       Cara, essas mortes não estão fazendo muito bem no cérebro do Poirot.
       Bem, uma coisa que eu gostei muito da história é a relação que todos têm com todos (até com Poirot, pois ele é O Vizinho) e que todos, TODOS parecem ter, por mais ridículo que seja, um motivo para matar o John.
       Eu, sinceramente, fiquei chocado com o desfecho do livro, e triste, pois eu errei de novo quem era o assassino.
       Achei que eram duas pessoas (E POR MAIS INCRÍVEL QUE SEJA, ACERTEI QUE ERAM DUAS PESSOAS, só errei quem eram.) Eu achava que era o Edward e Lucy. Porque acompanhe comigo:
       A Mansão Hollow não seria herdada para o Edward depois que a Lucy e Henry morresse se ele não se casasse. Mas o Edward pelo visto só se casaria com a Henrietta, e ela mesma disse que se não houvesse o John, ela talvez se casaria com Edward. Então já tem um bom motivo para o Edward assassina-lo.
       E a Lucy não tem muita simpatia com John, mas muito menos com David, pois ele é estúpido, banca o intelectual e ele disse uma vez que a área da mansão era muito grande, e ele DIVIDIRIA a área com outras pessoas. A Lucy quase teve um piripaque no coração. Além do mais, o marido dela tem um enorme coleção de armas e munição, então ela deve saber de alguma forma onde ficava a chave das gavetas.
       Bem, espero que tenham gostado da postagem, comente o que achou da minha opinião dos assassinos se você já leu ou não. Até logo e tchau!



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